Liquidação Antecipada de COEs da Ambipar e Braskem Gera Prejuízo a Investidores
No início do mês, 7 de outubro, muitos investidores brasileiros viram parte significativa seu patrimônio desaparecer de suas contas.
O motivo: a liquidação antecipada de COEs lastreados em emissões de dívida das empresas Ambipar e Braskem.
O que aconteceu?
Sem aviso prévio, algumas corretoras acionaram uma cláusula de liquidação automática presente nesses produtos.
Essa cláusula previa que, caso os títulos que compõem a estrutura do COE caíssem mais de 50% em relação ao valor de emissão, o investimento seria encerrado antecipadamente.
O resultado foi desastroso: perdas médias de 74% do capital investido nestes produtos. Em alguns casos, os clientes amargaram prejuízos de 93% do patrimônio. No portal Reclame Aqui, muitos investidores relataram que esse risco sequer havia sido mencionado quando os produtos lhe foram oferecidos. Investidores relataram perdas de 15, 20mil reais… chegando a ser citada a perda de mais de 270 mil por parte de um investidor.
O papel do assessor e a transparência no risco
É evidente que, em muitos casos como esse, assessores não esclarecem adequadamente o real risco, com medo de “assustar” os clientes em alguma operação, principalmente com COEs sem capital protegido ou lastreados em ativos de baixa qualidade.
No mercado, é comum vermos apenas o potencial de rentabilidade como principal (ou único) critério considerado na hora de recomendar um investimento — tanto para o cliente, quanto para o assessor.
A natureza dos COEs
Os Certificados de Operações Estruturadas, ou COEs são produtos amplamente conhecidos no mercado financeiro brasileiro. Eles permitem uma grande flexibilidade de estruturação, o que pode ser positivo — ao possibilitar soluções personalizadas para diferentes perfis de investidor —, mas também perigoso, quando essa flexibilidade é usada para montar produtos com ativos de risco elevado ou de qualidade duvidosa.
Quando isso ocorre, é comum que as instituições incentivem fortemente a distribuição desses produtos, oferecendo:
● Altos níveis de comissionamento aos assessores;
● Campanhas internas com bônus financeiros atrativos.
Essa prática cria um conflito de interesses claro: o assessor pode acabar recomendando um produto mais vantajoso para ele ou para a instituição, mas não necessariamente para o cliente — comprometendo patrimônio, estratégia e confiança.
Fee Fixo: um modelo mais transparente e alinhado
Esse episódio reforça um ponto fundamental: a importância do alinhamento de interesses entre cliente, assessor e instituição.
Com o modelo de remuneração via Fee Fixo (ou Fee Based), a remuneração do assessor está diretamente ligada ao patrimônio do cliente e à longevidade da relação, ao invés do modelo padrão de comissionamento, onde a renda do assessor e da instituição variam de produto para produto. Ou seja:
● No modelo de Fee Fixo, quanto mais o patrimônio do cliente cresce, mais o
assessor é recompensado;
● O foco passa a ser a sustentabilidade da relação e o sucesso do investidor, e
não o giro de produtos ou campanhas de venda.
Esse modelo elimina o conflito de interesse e alinha totalmente os incentivos entre assessor e cliente — tornando a relação mais transparente, ética e duradoura.
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Texto por Rafael Perry e Rhawan Neves


